XXXVII

Preciso de uma paz que não existe.
Preciso afastar-me dos olhos negros
Que me espreitam através do espelho
Quebrado.

A face da morte me deleita
E o fio da incerteza me conduz
Através da navalha da noite.

Os sorrisos indecifráveis que me estragam
As cores de uma rotina contraproducente

Enervam-me com tais doces mentiras
E afogam meu tempo e meus lábios
Com o gosto metálico de um coração
Enferrujado.