XXXVI

Se eu soubesse o que fazer
Com tanta e tamanha indecisão
Ainda assim nada faria
Pois o querer ainda me governa
E minha alma, sempre anárquica
Não foge nem cala; luta.

Se eu pudesse decidir
Que fazer com meus devaneios
Ainda assim nada teria
Pois o que é ideia não morre
E em solo infértil de medo
Tampouco nasce.