XXIII - Fada

Toda noite ela brinca de me ver.
Desce madrugada adentro e me beija;
Poeira noturna, teu choro, tuas asas.


Toda noite meu sonho é azul
E o teu perfume mordisca minha alma,
Me incendeia o peito,queimando tristezas

Toda noite ela brinca de me ver
E sopra friezas ao meu ouvido.
Teus soluços tranqüilos -

Quebram feito maré selvagem,
Madeira nua, talhando em minha pele
Os contornos da tua inocência.