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Então você vem, me envolve e tortura aquelas velhas cicatrizes, até que se abram novamente em chagas profundas demais para serem sentidas. Então você vem, me excita, até ouvir os gritos que insistem em formar seu nome no mistério dessa noite quente. Então você vem, e atrai toda a força do medo desafiado, impelido e escondido. Quão sujo você ousa ser? Dentro ou fora de mim, no mesmo ritmo do sangue pulsante escorrendo das minhas feridas. Então você vem e ri. Ri dos meus pesadelos, da minha fraqueza em admitir a exaustão. Ri um riso engasgado, um soluço. Então você vem, com os velhos olhos de serpente, cansados e castanhos, como o pecado parece ser. A morte sopra palavras frias em meu ouvido, então você vem.

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