VII - O Sonho de Um Homem Ridículo


Em meu sonho real e latente
A verdade se revelou;
A vida urgia sob o sol nascente,
Mas à noite tudo mudou.

O que era teto de areia,
Com um sopro desmoronou;
Mar adentro a bela sereia,
Cantava seus versos de dor.

Antes vibravam paz,
E a nudez era só beleza.
Viveram os anos tais
Como filhos da gentileza.

Mas um dia o homem voltou,
Usando uma máscara rubra,
A verdade enfim cessou,
A beleza virou luxúria.

Subiu aos céus uma torre
De gente, barulho e calor;
Senti em meu sonho a morte,
A morte de um sonhador.

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